Chuva de Meteoros Geminídeos (004 GEM)

Imagem composta mostrando vários meteoros da chuva de meteoros Geminídeos de 2014 no Lago Topaz, na fronteira entre Califórnia e Nevada. © Jeff Sullivan 2014. Fonte:

Durante o ano, somos presenteados com lindas chuvas de meteoros, mas é no mês de dezembro que temos o maior número de chuveiros ativos. Os radiantes com maior atividade no mês de dezembro são:

CHUVEIROSIGLA IAUDATA MÁX.
ATIVIDADE
THZ
Fenicídeos254 PHO02/12Variável
Pupídeo Velídeos301 PUP07/1210
Monocerotídeos019 MON09/123
sigma Hidrídeos016 HYD09/127
Geminídeos004 GEM14/12150
Coma Berenicídeos020 COM16/123
Leonis Minorídeos
de dezembro
032 DLM19/125
Ursídeos015 URS22/1210
*THZ – Taxa Horário Zenital. Fonte.  International Meteor Organization

Abaixo o registro de meteoros pela Estação de Monitoramento de Meteoros de Chapecó – EMC2/SC, associada a EXOSS Citizen Science entre os dias 10 e 12 de dezembro.

Dentre os radiantes destaca-se a chuva de meteoros Geminídeos, com uma Taxa Horário Zenital de 150 meteoros!

Geminídeo (004 GEM)

A atividade deste radiante ocorre entre os dias 04 a 20 de dezembro, sendo que no dia 14 de dezembro o pico máximo da atividade. A Taxa Horária Zenital é de 150 meteoros por hora.

A Chuva de Meteoros Geminídeos tem como corpo parental o Asteroide 3200 Phaethon “que pode ter sofrido uma colisão com outro objeto no passado distante para produzir o fluxo de partículas que a Terra passa por dentro, ou então ser um cometa adormecido criando a chuva de meteoros. Na imagem ao lado é possível observar o movimento do asteroide (3200) Phaethon fotografado em 25 de dezembro de 2010 com o telescópio F14 Cassegrain de 37 cm do Observatório Winer, Sonoita (MPC 857) por Marco Langbroek. Foram usadas 4 imagens com 150 segundos de exposição cada, com intervalos de 20 minutos.


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A animação abaixo mostra o rastro de poeira deixado pelo asteroide e a órbita dos planetas. A Terra no seu movimento de translação atravessa essa nuvem de poeira deixado pelo asteroide. Por onde a Terra passa, vai “sugando” os detritos deixados, ocasionando a chuva de meteoros.

Simulação da nuvem de poeira deixada cometa Halley, por onde a Terra passa é gerada a Chuva de Meteoros eta-Aquarídeos. Fonte: MeteorShowers

COMO OBSERVAR?

Os meteoros Geminídeos são brilhantes e a Lua não irá interferir na observação, pois estará entrando na fase nova. A observação da Chuva de Meteoros Geminídeos na madrugada do dia 14 de dezembro para os observadores do Hemisfério Sul é favorável pela sua posição no céu. Você iniciar observação desse chuveiro ainda na noite do dia 13 de dezembro, pois o radiante já estará disponível no céu a partir das 22 horas e pode ser acompanhada até o início da manhã do dia 14 de dezembro.

Procure um local no interior da sua cidade, afastado das luzes poluentes da cidade. Leve uma cadeira confortável, agasalhado (as madrugadas são úmidas e mais frias), alimentos e bebidas quentes.

Evite luzes do carro, celular ou casas próximas. Quanto mais escuro for, melhor será adaptação dos nossos olhos, possibilitando ver mais estrelas e meteoros com o brilho menor.

Esteja sempre atento! A velocidade com que os meteoros se acendem e se apagam é rápida, muitos não chegam a brilhar mais do que um segundo!

Mas como localizar o radiante?

De preferência, tenha os horizontes nordeste ao noroeste livres. As estrelas “três Marias” serão nossas guias para encontrar a posição aproximada do radiante.

As três Marias fazem parte do cinturão da Constelação Órion, elas são chamadas de Alnitak, Alnilam e Mintaka. Ao encontrar as três Marias no seu lado direito um pouco abaixo estará a estrelas alfa da Constelação Cão Menor, Proncyon. Logo abaixo você encontrará duas estrelas alinhadas um pouco menos brilhantes que Proncyon, essas são as estrelas Alfa e Beta da Constelação Gêmeos, Pollux e Castor, respectivamente.

Pronto! Aprecie a noite de observação sem moderação.

Saiba mais

Um radiante de meteoros recebe seu nome através de Grupo de Trabalho sobre Nomenclatura da Chuva de Meteoros da Comissão de Meteoros da União Astronômica Internacional – IAU, recebendo uma numeração sequencial e uma sigla de três letras. A nomeação tem com característica principal a região do céu ou estrelas em que partem os meteoros no dia de sua máxima atividade.

Fontes:

Exoss
IMO
StellariumMeteorShowers
AMORIM, Alexandre. Anuário Astronômico Catarinense 2020. Ed. 1 – Florianópolis: Edição do Autor, 2019.
Mourão, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1987.


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